11.12.12

FOTOS DE MORTOS

FOTOGRAFAR OS MORTOS........A fotografia de mortos era uma prática que nasceu logo após a invenção da fotografia, ou seja, um 19 ago 1839 em Paris, França, logo se espalhou para outros países. A prática se tratava de vestir o corpo do falecido com suas roupas pessoais e fazer um retrato, com os colegas, familiares, amigos, ou apresentá-los individualmente.

Não era considerado prática mórbida e bizarra devido à ideologia social da época do Romantismo. Durante este período, houve uma visão nostálgica dos temas medievais de morte e foi concebido com um ar muito mais sentimental, chegando alguns a vêem como um privilégio.

As origens desta técnica remonta ao Renascimento. Naquela época retratada, especialmente para as crianças e através da pintura religiosa, uma prática que era comum em toda a Europa no seculo XVI.
Os retratos de religiosos mortos reagiram à idéia de que era uma vaidade retratar na vida, então quando eles morrem, sua imagem era valorizada. Nestes retratos enfatizou-se a beleza do falecido.
Os retratos de crianças, por outro lado eram uma maneira de preservar a imagem de seres ainda considerados puros, cheia de beleza e eram o teste em si que a família da criança infeliz, tinha sido escolhido para ter um “anjo” no céu.

Alguns retratos póstumos são caracterizadas por diversos dispositivos dos fotógrafos que usaram para embelezar a imagem e tira-lo da dureza da morte, fazendo com que os mortos parecessem menos mortos, uma especie de “photoshop” manual para a época.



Pai com criança Dormindo (ambos mortos)


Criança “dormindo”


Menino “dormindo” note o blush rosa que colocaram sobre a foto para dar vida ao morto.


Vista da moça dentro do caixão


A moça morta é a do meio


Você consegue dizer quem está morto no momento desta foto? Não é o velho. É a menina no meio.


Juvenis em cadeirinhas eram um clássico.


Maquiadão e geralmente segurando flores.


Criancinhas mais jovens apareciam no colo de adultos vivos ou mortos ou ainda em fotos de estúdio. Como esta. Parece até coisa da Anne Guedes.



Também era um clássico do período as fotos de bebês dentro de caixões


Família reunida com o defunto “dormindo” no chão. Note que tá rolando uns quitutes na mesa ali.


Irmãos posando com o irmãozinho morto. Note o olhar maníaco do mais velho.


Falando em olhar maníaco, observe o olhar de desespero desta menina, forçada a posar com o irmão defunto com o braço no ombro dela. Cruzes!


Usava-se suportes. Na foto acima podemos vê-los atrás dos pés da moça, que obviamente está morta.


Tinham três tipos de fotografia morta:
Simulando vida, com olhos abertos e tentativa de expressão.






















Fingindo estar dormindo: geralmente é feito com as crianças, tornando-as como se estivessem descansando, e um sonho doce, que é suposto acordar:


















Sem fingir coisa alguma, apenas registrando o velório:






















MORTE & MORTE

A morte (do latim mors), o óbito (do latim obitu), falecimento (falecer+mento) ou passamento (passar+mento), ou ainda desencarne (deixar a carne) é o cessamento permanente das atividades biológicas necessárias à manutenção da vida de um organismo, como ao estado desse mesmo após o evento. Considerado cientificamente como o fim da consciência, há várias crenças em diversas culturas e tempos históricos que acreditam em vida após a morte. Tema de recorrentes discussões, a morte é tratada por diversos povos com misticismo, é comum a elas a existência de um ritual com objetivos diferentes a cada uma. 

Consideraçõeso-cavaleiro-da-morte

Biologicamente, a morte pode ocorrer para o todo o organismo ou apenas para parte dele. É possível para células individuais, ou mesmo órgãos, morrerem e ainda assim o organismo ,continuar a viver. Muitas células individuais vivem por apenas pouco tempo e a maior parte das células de um organismo são continuamente substituídas por novas células.[6]
A substituição de células, através da divisão celular, é definida pelo tamanho dos telômeros e ao fim de um certo número de divisões, cessa. Ao final deste ciclo de renovação celular, não há mais replicação, e o organismo terá de funcionar com cada vez menos células. Isso influenciará o desempenho dos órgãos num processo degenerativo até o ponto em que não haverá mais condições de propagação de sinais químicos para o funcionamento das funções vitais do organismo; o que seria morte natural por velhice.
Também é possível que um animal continue vivo, mas sem sinal de atividade cerebral (morte cerebral); nestas condições, tecidos e órgãos vivem e podem ser usados para transplantes. Porém, neste caso, os tecidos sobreviventes precisam ser removidos e transplantados rapidamente ou morrerão também. Em raros casos, algumas células podem sobreviver, como no caso de Henrietta Lacks (um caso em que células cancerígenas foram retiradas do seu corpo por um cientista, continuando a multiplicar-se indefinidamente).
A irreversibilidade é normalmente citada como um atributo da morte. Cientificamente, é impossível trazer de novo à vida um organismo morto. Se um organismo vive, é porque ainda não morreu anteriormente, embora exista um grupo de animais invertebrados, os Rotifera, que possuem uma capacidade denominada criptobiose, que consiste no "cessar" metabólico quando as condições ambientais não estão favoráveis e se manter assim por meses ou anos até as condições se reestabelecerem. Se considerarmos morte essa parada metabólica, esses animais morrem e depois revivem. Muitas pessoas não acreditam que a morte física é sempre e necessariamente irreversível, enquanto outras acreditam em ressuscitação do espírito ou do corpo e outras ainda, têm esperança que futuros avanços científicos e tecnológicos possam trazê-las de volta à vida, utilizando técnicas ainda embrionárias, tais como a criogenia ou outros meios de ressuscitação ainda por descobrir.
Alguns biólogos acreditam que a função da morte é primariamente permitir a evolução.

Morte humana


O triunfo da morte, de Pieter Brueghel o Velho, (1562).
Historicamente, tentativas de definir o momento exato da morte foram problemáticas. A identificação do momento exato da morte é importante, entre outros casos, no transplante de órgãos, porque tais órgãos precisam de ser transplantados (cirurgicamente) o mais rápido possível.
Morte foi anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória mas, com o desenvolvimento da ressuscitação cardiopulmonar e da desfibrilação, surgia um dilema: ou a definição de morte estava errada, ou técnicas que realmente ressuscitavam uma pessoa foram descobertas (em vários casos, respiração e pulso cardíaco podem ser restabelecidos). A primeira explicação foi aceita, e atualmente, a definição médica de morte é conhecida como morte clínica, morte cerebral ou parada cardíaca irreversível. A morte cerebral é definida pela cessão de atividade eléctrica no cérebro. Porém, aqueles que mantêm que apenas o neo-córtex do cérebro é necessário para a consciência argumentam que só a atividade eléctrica do neo-córtex deve ser considerada para definir a morte. Na maioria das vezes, é usada uma definição mais conservadora de morte: a interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo, e não apenas no neo-córtex, é adoptada, como, por exemplo, na "Definição Uniforme de Morte" nos Estados Unidos.

Lápides em um cemitério.
Até nesses casos, a definição de morte pode ser difícil. EEGs podem detectar pequenos impulsos elétricos onde nenhum existe, enquanto houve casos onde atividade cerebral em um dado cérebro mostrou-se baixa demais para que EEGs os detectassem. Por causa disso, vários hospitais possuem elaborados protocolos determinando morte envolvendo EEGs em intervalos separados.
A história médica contem muitas referências a pessoas que foram declaradas mortas por médicos, e durante os procedimentos para embalsamento eram encontradas vivas. Histórias de pessoas enterradas vivas (e assumindo que não foram embalsamadas) levaram um inventor no começo do século XX a desenhar um sistema de alarme que poderia ser ativado dentro do caixão.
Por causa das dificuldades na definição de morte, na maioria dos protocolos de emergência, mais de uma confirmação de morte (de médicos diferentes) é necessária. Alguns protocolos de treinamento, por exemplo, afirmam que uma pessoa não deve ser considerada morta a não ser que indicações óbvias que a morte ocorreu existam, como decapitação ou dano extremo ao corpo. Face a qualquer possibilidade de vida, e na ausência de uma ordem de não-ressuscitação, equipes de emergência devem proceder ao transporte o mais imediato possível até ao hospital, para que o paciente possa ser examinado por um médico. Isso leva à situação comum de um paciente ser dado como morto à chegada do hospital.

Pós-morte


"Tudo é vaidade". Uma ilusão de óptica criada por Charles Allan Gilbert, criticando o apego material da vida mundana.
A questão de o que acontece, especialmente com os humanos, durante e após a morte (ou o que acontece "uma vez morto", se pensarmos na morte como um estado permanente) é uma interrogação frequente, latente mesmo, na psique humana. Tais questões vêm de longa data, e a crença numa vida após a morte como a reencarnação ou ida a outros mundos é comum e antiga (veja submundo). Para muitos, a crença e informações sobre a vida após a morte são uma consolação ou uma cobardia em relação à morte de um ser amado ou à prospecção da sua própria morte. Por outro lado, medo do Inferno ou de outras consequências negativas podem tornar a morte algo mais temido. A contemplação humana da morte é uma motivação importante para o desenvolvimento de sistemas de crenças e religiões organizadas. Por essa razão, palavra passamento quando dita por um espírita, significa a morte do corpo. A passagem da vida corpórea para a vida espiritual.
Apesar desse ser conceito comum a muitas crenças, ela normalmente segue padrões diferentes de definição de acordo com cada filosofia. Várias religiões creem que após a morte o ser vivo ficaria junto do seu criador (Deus).
Muitos antropólogos sentem que os enterros fúnebres atribuídos ao Homem de Neanderthal/Homo neanderthalensis, onde corpos ornamentados estão em covas cuidadosamente escavadas, decoradas com flores e outros motivos simbólicos, é evidência de antiga crença na vida após a morte.
Do ponto de vista científico, não se pode confirmar nem rejeitar a idéia de uma vida após a morte. Embora grande parte da comunidade científica sustente que isso não é um assunto que caiba à ciência resolver, muitos cientistas tentaram entrar nesse campo estudando as chamadas "experiências de quase-morte", e o conceito de "vida" se associa ao de "consciência". São consideradas três hipóteses:
  • A consciência existe unicamente como resultado de correlações da matéria. Se esta hipótese for verdadeira, a vida cessa de existir no momento da morte.
  • A consciência não tem origem física, apenas usa o corpo como instrumento para se expressar. Se esta hipótese for verdadeira, certamente há uma existência de consciência após a morte e provavelmente antes da morte, também, o que induziria às tentativas de validação da reencarnação.
  • A consciência tem uma origem física não identificada. Essa matéria física não identificada carrega toda a experiência de vida do ser humano a qual pertenceu, e continua viva após da morte física do corpo. Se esta hipótese for verdadeira, esta explicação validaria os acontecimentos supernaturais ocorridos no espiritismo e êxtases em cultos de neopaganismo.

Personificação da morte

A morte como uma entidade sensível é um conceito que existe em muitas sociedades desde o início da história. A morte também é representada por uma figura mitológica em várias culturas. Na iconografia ocidental ela é usualmente representada como uma figura esquelética vestida de manta negra com capuz e portando uma foice/gadanha. É representada nas cartas do Tarot e frequentemente ilustrada na literatura e nas artes.
A associação da imagem com o ceifador está relacionada ao trigo, que na Bíblia simboliza a vida. Em inglês, é geralmente dado à morte o nome de "Grim Reaper". Também é dado o nome de Anjo da Morte (em hebraico: מַלְאַךְ הַמָּוֶת Malach HaMavet), decorrente da Bíblia.
A morte também é uma figura mitológica que tem existido na mitologia e na cultura popular desde o surgimento dos contadores de histórias. Na mitologia grega, Tânato seria a divindade que personificava a morte, e Hades, o deus do mundo da morte.
O ceifador também aparece nas cartas de tarô e em vários trabalhos televisivos e cinematográficos. Uma das formas dessa personificação é um grande personagem da série Discworld de Terry Pratchett, com grande parte dos romances centrando-se nela como personagem principal.
Em alguns casos, essa personificação da morte é realmente capaz de causar a morte da vítima,[7] gerando histórias de que ela pode ser subornada, enganada, ou iludida, a fim de manter uma vida. Outras crenças consideram que o espectro da morte é apenas um psicopompo e serve para cortar os laços antigos entre a alma e o corpo e para orientar o falecido ao outro mundo sem ter qualquer controle sobre o fato da morte da vítima.
Morte em muitas línguas é personificada na forma masculina (como no inglês), enquanto em outros ela é percebida como uma personagem feminina (por exemplo, em línguas eslavas e latinas). A série supernatural apresentou uma visão nova da morte onde um dos cavaleiros do apocalipse e a morte na condição humana, discutem com o personagem principal sobre sua origem, ao qual ele afirma ser mais velho do que Deus, e que acima do que céus e terra, além de ter existido também em outros planetas, tendo levado a vida lá também para o abismo.

Na história

As Ordenações Filipinas - conjunto de leis que servia de base para o direito português na época do Brasil Colônia, previa a "morte natural" em duas versões: "natural cruel" e "natural atroz". Na "morte cruel", o corpo do condenado era objeto de vingança e, por isso, devia ser torturado vivo. A finalidade era prolongar o sofrimento da vítima.
No caso da condenação por "morte natural atroz", a vítima teria ainda seus bens confiscados e a família seria atingida até a geração dos netos. Essa punição era considerada mais branda que a da "morte natural cruel" e o condenado podia ser esquartejado depois de morto. Em ambos os casos era ressaltado o "caráter pedagógico" da degradação do cadáver. Era a "pedagogia do domínio" pelo medo, "aprendida" por todos que presenciavam o "espetáculo".
Exemplo conhecido de sentenciado com a "morte natural cruel" é o dos inconfidentes. A essa pena Tiradentes foi condenado em 1792.
No final do século XVIII, o direito português previa a "morte natural para sempre": proibia o sepultamento do cadáver, que teria as partes do corpo expostas até a decomposição completa.

Na literatura


A morte de Abel, interpretação do homicídio descrito na Bíblia por Gustave Doré.
Como Oscar Wilde escreveu tão elegantemente: "(...) Morte é o fim da vida, e toda a gente teme isso, só a Morte é temida pela Vida, e as duas reflectem-se em cada uma (...)"
"(...) desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor (...)" (Filipenses 2:12) A visão da Bíblia sobre a Morte.
A morte é considerada através de várias perspectivas na literatura de todo o mundo. Encaramos a morte, lidamos com o falecimento de entes queridos e desconhecidos, discutimos o seu significado religioso, filosófico, social, etc.
Muitos autores usaram-na como via para expressar o que há depois da vida, sob a perspectiva de várias teorias. As três mais divulgadas e preponderantes são:
  • A teoria da "Extinção Absoluta" permanente da vida ao ocorrer a morte física, ou teoria Materialista (monista);
  • A teoria do "Céu e Inferno" numa vida eterna para além da física e determinada pela conduta na vida física, ou teoria Teológica
  • A teoria da reencarnação através de renascimentos sucessivos em corpos físicos e com diferentes experiências de vida para alcançar a expansão de consciência e perfeição espiritual, ou teoria do Renascimento (dualista).

Na ciência

A morte, no ramo das ciências, é estudada pela tanatologia. Nesse sentido são estudados causas, circunstâncias, fenômenos e repercussões jurídico-sociais, sendo amplamente utilizados na medicina legal. No Brasil o diagnóstico da morte é regido pela resolução 1.480/97 do Conselho Federal de Medicina. A morte também é estudada em outros ramos da ciência, notadamente os relacionados a tratar doenças e traumatismos evitando que elas ocorram. No mesmo sentido uma das estatísticas mundialmente utilizadas para ações governamentais de prevenção são as taxas de mortalidade. Alguns estudos da ciência abordam as experiências de quase morte no sentido de entender os fenômenos correlacionados na quase morte.

Experiência de quase morte

Um dos ramos da ciência relatados através de vários casos de quase morte estuda os sentimentos declarados de pacientes que recuperaram suas funções vitais depois de uma intervenção médica. São comuns relatos de pessoas que dizem ter visto uma luz, um túnel iluminado e às vezes vendo-se a si mesmo, fora do próprio corpo, durante uma cirurgia. Esses relatos dividem opiniões de especialistas que defendem as causas religiosas no sentido de que a "luz" vivenciada pelos pacientes de quase morte era a luz para o caminho dos céus. A ciência tenta explicar esse fenômeno através de alterações químicas no cérebro, especialmente pela falta de oxigenação em cirurgias graves, fazendo o paciente ter alucinações nesse período de intervenção.
O Dr. Raymond Moody cunhou o termo "experiência de quase-morte" em seu livro escrito em 1975, "Vida após a vida". O livro ganhou atenção do público para o conceito de experiência de quase-morte. Entretanto, relatos dessas experiências sempre ocorreram na história. A obra "República", de Platão, escrita em 360 a.C., contém a lenda de um soldado chamado Er que teve uma experiência semelhante depois de ter sido ferido em combate. Er descreveu sua alma deixando seu corpo e, do céu, viu-a sendo julgada junto com outras almas[10]
A maioria das "experiência de quase-morte" tem as seguintes percepções:
  • Sensações de tranquilidade - essas sensações podem incluir paz, aceitação da morte, conforto físico e emocional
  • Luz radiante, pura e intensa - é uma luz que muitas vezes preenche o quarto. Em vários casos os pacientes associam-na ao Céu à Deus
  • Experiências fora do corpo - a pessoa sente que deixou seu corpo. Ela pode olhar para baixo e ver o corpo, geralmente descrevendo a visão dos médicos trabalhando nele.
  • Entrando em outra realidade ou dimensão - dependendo das crenças religiosas da pessoa ela pode se sentir entrando num portal de novas dimensões
  • Seres espirituais - a pessoa sente-se encontrando "seres de luz" ou de outras representações de entidades espirituais. Ela pode perceber esses seres como entes queridos que morreram, anjos, santos ou Deus

Culto dos mortos em Portugal

Segundo Leite de Vasconcelos na noite de Todos os Santos, em Barqueiros, era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babada dos defuntos”. É também costume deixar um lugar vago à mesa para o morto ou deixar a mesa cheia de iguarias toda a noite da consoada para as "alminhas".[11]
Leite de Vasconcelos também considerava o magusto, festa popular em que amigos e famílias se juntam para assar e comer castanhas, como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos mortos.
Nesta noite ninguém cuide
Encontrar-se à mesa a sós!
Porque os nossos q'ridos mortos
Vão sentar-se junto a nós.
Outras manifestações do culto dos mortos são as alminhas e os cruzeiros, pequenos monumentos de devoção que se encontram frequentemente na beira dos caminhos, os Fiéis de Deus e a tradição de pedir o pão-por-deus.
Nas Viagens do Barão de Rozmital, de 1465 a 1467, encontram-se algumas referências aos clamores e brados e outras tradições funebres: « Ha também alli esta costumeira : morrendo alguém, levam para a egreja vinho, carne, pão e outras comidas ; os parentes do morto acompanham o funeral vestidos de roupas brancas próprias dos enterros com capuzes á maneira dos monges, com o qual vestuário se vestem de um modo admirável. Aquelles porém, que são assalariados para carpirem o defuncto vão vestidos com roupa preta, e fazem um pranto como o d'aquelles que entre nós pulam de contentes ou estão alegres por terem bebido. »[12]

Classificação

Quanto à realidade

Real

Segundo a fé cristã, Jesus foi o único a vencer a morte.
O conceito de morte, interessando a áreas tão diversas como as ciências biológicas, jurídicas, sociais e à religião, está longe de ter um consenso quanto ao momento real de sua ocorrência. Observada do ponto de vista biológico, e atentando-se para o corpo como um todo, a morte não é fato único e instantâneo, antes o resultado de uma série de processos, de uma transição gradual.
Levando-se em consideração as diferentes resistências vitais à privação de oxigênio das células, tecidos, órgãos e sistemas que integram o corpo, pode admitir-se que a morte é um verdadeiro "processo incoativo", que passa por diversos estágios.
Cada campo do conhecimento e cada ramo da medicina acabaram por tomar um momento desse processo, adotando-o como critério definidor de morte. A Medicina Legal teve de adotar uma determinada etapa do citado processo como o seu critério de morte e, para tanto, optou pela etapa da morte clínica.
Até não há muito tempo, uma das grandes questões era poder determinar se uma pessoa, realmente estava morta, ou se encontrava em um estado de morte aparente. Tudo isso visando evitar o enterro precipitado, que seria fatal nesta última situação. O fato assumiu tal importância que chegou a influenciar os legisladores, que acabaram por colocar, na legislação adjetiva civil, prazos mínimos para a implementação de certos procedimentos como a necropsia e o sepultamento.
O aparecimento de modernas técnicas de ressuscitação cardiopulmonar e de manutenção artificial de algumas funções vitais, como a respiração - respiradores mecânicos, oxigenadores - e a circulação - bomba de circulação extracorpórea -, mesmo na vigência da perda total e irreversível da atividade encefálica, criou a necessidade de rever os critérios definição de morte.
Atividade neurológica
A atividade neurológica é a única das funções vitais que, até o presente momento, não teve condições, em que pesem os avanços tecnológicos, de ser suplementada nem de ter suas funções mantidas por qualquer meio artificial. Daí que a sua irrecuperabilidade ou a sua extinção possam ser considerados sinônimos da própria extinção da vida.
Mas é a nível neurológico que ocorrem os mais variados e sutis estados intermediários entre a vida e a morte, denominados "estados fronteiriços".
Alguns desses "estados fronteiriços" se encontram mais próximos da morte, como os "comas ultrapassados" (carus ou "coma dépassé"), com desaparecimento da vida de relação e, mesmo com conservação da vida vegetativa, se tornam crônicos ou irreversíveis. Outras formas, por outro lado, encontram-se mais próximas da vida, como os denominados estados de "morte aparente".

Aparente

A morte aparente pode ser definida como um estado transitório em que as funções vitais "aparentemente" são abolidas, em consequências de uma doença ou entidade mórbida que simula a morte. Nesses casos, que também podem ser provocados por acidentes ou pelo uso abusivo de substâncias depressoras do sistema nervoso central (SNC), a temperatura corporal pode cair sensivelmente e ocorre um rebaixamento das funções cardiorrespiratórias de tal envergadura que oferecem, ao simples exame clínico, a aparência de morte real.
É inconteste que, nesse quadro, a vida continua sem que, contudo, se manifestem sinais externos: os batimentos cardíacos são imperceptíveis, os movimentos respiratórios praticamente não são apreciáveis, ao tempo que inexistem elementos de motricidade e de sensibilidade cutânea.
Assim, a denominada tríade de Thoinot define, clinicamente, o estado de morte aparente:
A duração desse estado foi um dos elementos que mais aguçaram a curiosidade dos pesquisadores. Historicamente, surgiram opiniões das mais díspares, indo desde alguns minutos até dias de morte aparente.
Sincopal
É a mais frequente das causas, resultando, em geral, de uma perturbação cardiovascular central ou periférica, bem como por perturbação encefálica ou metabólica.
Histérica (letargia e catalepsia)
As crises histéricas ocupam o segundo lugar em frequência na produção de estados de morte aparente. O termo genérico letargia designa todos os estados de sopor de longa duração, acompanhados de perda de movimentos, sensibilidade e consciência, que podem ser confundidos com a morte real.
Asfíctica
É também uma das causas assaz frequentes de morte aparente. Manifesta-se sob duas formas:
  1. mecânica: quer com via aérea livre, quer com a via obstruída, e
  2. não mecânica: asfixia de utilização ou histótóxica (absorção de CO, cianuretos e venenos metemoglobinizantes).
Tóxica
Compreenda a anestesia e a utilização de morfina ou outros alcalóides do ópio (heroína) em doses tóxicas.
Apoplética
É causada pela congestão (ingurgitação) e hemorragia no território de uma artéria encefálica (em geral, a lentículo-estriatal). É mais frequente em pacientes com antecedentes de hipertensão arterial essencial, mas também pode observar-se em outros quadros.
Traumática
Que ocorre em casos em que se produzem outros efeitos gerais simultâneos, como:
Pode observar-se nos atingidos por descargas de eletricidade comercial e que sobrevivem, quedando em um estado de morte aparente. Pode ser vista também em pessoas afetadas pela indução de descargas de eletricidade natural (queroaurância) - fulguração - em uma área de 30 a 60 m de diâmetro, em torno do ponto da faísca.
A morte aparente, nesses casos, sobrevém quando falham os mecanismos de regulação da temperatura corporal decorrente de um desequilíbrio no nível de combustão intra-orgânica. As termopatias ocorrem nos casos de "golpes de calor" hipertérmicos ou de hiperirexia, com retenção calórica. É uma ocorrência mais frequente no verão ou em regiões com altas temperaturas e elevada taxa de umidade relativa ambiente, em pessoas com patologias preexistentes ou sem elas, idosos e crianças, mais sensíveis ao calor.
A morte aparente por criopatia ocorre quando há hipotermia global aguda. Observa-se, com frequência, em ébrios que dormem ao relento nos quais a vasodilatação periférica aumenta a perda calórica, facilitando a hiportermia. também nas crianças desabrigadas na época invernal; nos acidentes com queda das vítimas ao mar (pilotos, náufragos); e até por causas iatrogênicas (transfusões de sangue frio). O estado de morte aparente pode instalar-se quando a temperatura central chegue abaixo dos 32 °C.
Causas gerais
A morte aparente pode observar-se em algumas formas terminais de cólera, na eclâmpsia durante o período comatoso, e em alguns casos de epilepsia.

Quanto à rapidez

Morte rápida

Denomina-se morte rápida ou súbita aquela que, pela brevidade de instalação do processo - em questão de segundos - não possibilita que seja realizada uma pesquisa profunda e uma observação acurada dos sintomas clínicos, hábil a ensejar um diagnóstico com certeza e segurança, nem poder instituir um tratamento adequado, e muitas vezes, sequer elidir se houve ou não violência.

Morte lenta

Recebe o nome de morte lenta ou agônica aquela que, em geral, vem de maneira esperada, devagar, significando a culminação de um estado mórbido, isto é, de uma doença ou da evolução de um tratamento.
Afora as características e dados que eventualmente aflorem do exame perinecroscópico, alguns dos quais podem apontar para morte rápida - e.g. espasmo cadavérico - outros também podem orientar no sentido de uma morte lenta, demorada, ponto final de uma longa agonia, tal o caso da emaciação, da caquexia, da presença de extensas escaras de apoio, entre outros exemplos.

Um conto de MORTE MORRIDA

                                                            A MORTE E O CAÇADOR


Há muito tempo, quando os bichos falavam e o que era perto era longe, mas o que era longe era perto, um caçador botou uma armadilha atrás de um cemitério, pra pegar um tatu esperto, que já tinha fugido dos seus sete cachorros de caça e de sete tiros de espingarda.
Por seis noites o caçador esperou o tatu, mas nada do bicho cair na armadilha. Foi aí, que na sétima noite o caçador já aborrecido com a armadilha, viu no escuro, alguém alto e magro, com roupas pretas, se aproximar.
_Vai pisar na armadilha_ pensou o homem.
E ouviu o grito do sujeito, que tinha ficado pendurado pela perna, balançando no ar.
_Bem feito!_disse baixinho o caçador, com um risinho maldoso.
E só de raiva, deixou o coitado por meia hora pendurado lá.
Mas quando foi soltar o tal sujeito de preto, o caçador levou o maior susto da sua vida! De perto ele viu que era um esqueleto, feito de ossos puros, que brilhavam na luz da lua.
Com uma voz assustadora o esqueleto disse:
_Me tire daqui!
E o caçador, que já estava duro de medo, disse:
_Quequequem é você?
_Alguém que tem um encontro marcado com você à meia-noite._disse ele_E ande logo, porque seu tempo está se esgotando.
_O senhor se enganou._respondeu o caçador_Meu encontro é com um tatu. E o senhor, quem é?
_Eu sou a MORTE!
_Ah, é?! Então o senhor vai ficar aí esperneando pra sempre.
A Morte ficou quieta, pensou, pensou e falou:
_Eu faço um trato. Me tira daqui e eu realizo um pedido seu.
_Trato feito! Meu pedido é esse: não quero morrer.
_ Isso eu não posso fazer._disse a Morte_Não sou eu quem escolhe quem vai e quem fica.
_Então, boa noite. Passe bem.
E já ia saindo dali quando a Morte propôs:
_Não te levo hoje e marcamos outro encontro.
_150 anos, é o que eu quero.
_É muito. Cem anos.
_É pouco. 120 e não se fala mais nisso.
_Tudo bem. 120. Fechado.
_E não quero ficar doente, nem enrugado.
_Certo. Agora me tira daqui, logo. Preciso trabalhar.
E o caçador tirou a morte do laço. A Morte arrumou a roupa, puxou o capuz sobre a caveira e juntou sua gadanha, que tinha caído longe. Pulou o muro do cemitério e sumiu.
Desse dia em diante, o caçador viveu novo, sem rugas nem cabelo branco. Todo mundo perguntava a ele o segredo da sua juventude, mas ele não respondia, só dava um sorrisinho e nada mais.
Os anos passaram rápido pra ele. E numa caderneta anotava cada ano que passava, até que chegou o último. Aí, começou a anotar os dias. No último dia, o caçador estava com dores de barriga, de tanto medo e pensava por que não tinha pedido mais tempo e feito um acordo melhor.
Foi aí que ele decidiu que ia enganar a Morte. Foi pro banheiro e fez a barba, depois raspou todo o seu cabelo e raspou também as sobrancelhas. Ficou muito estranho, vocês precisavam ver...
Se arrumou todo e foi para um baile.
A Morte já procurava por ele desde o começo da noite. Procurou por toda a cidade até que foi ao salão de baile. Olhou pra tudo que foi lado, perguntou, procurou, mas ninguém tinha visto o rapaz. Por fim acabou chegando perto dele e falou:
_Você, dançarino animado, não viu o caçador?
_Não_disse ele, disfarçando a voz.
_É um sujeito da sua altura, com cabelos pretos, e uma pintinha assim na bochecha, exatamente como essa aí_e a Morte espetou o rapaz com a gadanha.
_Vire esse troço pra lá! Já disse que não vi caçador nenhum!
A Morte ficou quieta, pensou e disse:
_Bom, já que não encontro o caçador, vou levar você mesmo, carequinha.
_Isso não é justo!_gritou o rapaz.
_Pensou que me enganava? Eu nunca me atraso pra um encontro.
E o que se ouviu foi o relógio do salão de baile bater meia-noite...


                                     Adaptada por Minina Arteira, dos Contos de Morte Morrida, de Ern

20.11.12

ORAÇAO A EXU

ORAÇÃO DE EXU

ORAÇÃO DE EXU


         > EXU TRANCA RUA <




ORAÇÃO DE TRACA RUA
Faço reverência a vós mistério sagrado da criação, vós que sois manifestação do divino, peço que possa se manifestar entre nós, conforme nosso merecimento. No seu poder, na sua força, e na sua magnitude, pelo caminho tripolar que emana de vós, pelo caminho que só vós conheceis, pela força que só a vós pertenceis, e pelo poder de trancar as vós concedido, eu peço:
Que as travas que habitam em mim sejam trancadas.
Que ódio e o sentimento impuro, que emanam da minha alma, sejam traçados.
Que a falsidade que exala dos meus poros seja traçada.
Que o rancor e a miséria que habitam o meu coração sejam traçados.
Que a dissimulação e a superficialidade, que nasce da minha língua, sejam traçados.
Que o egoísmo e a maldade, que transcendem da minha mente, sejam traçados.
Que a palavra torta que sai de minha boca e o pensamento roto que sai da minha cabeça contra o próximo, sejam traçados.
Que a capacidade que os meus olhos têm de amaldiçoar e destruir sejam traçados.
E assim, fonte primária da criação, assim que traçar a tudo isso no seu âmago, pois é na vossa essência que tudo isso se desvitaliza, peço a vós que:
Destranque todas as portas do meu caminho.
Destranque todas as passagens da minha jornada.
Destranque toda prosperidade material e espiritual.
Destranque  o meu coração das amarguras.
Destranque o meu sustento de cada dia.
Destranque os meus corpos espirituais e o meu corpo material de agonia, do desespero e da aflição que me assolam na calada da noite.
Destranque o meu emprego, o meu negócio e a minha morada material.
Destranque o martírio familiar pelo qual eu tenho passado.
Destranque os meus olhos pra as maravilhas do mundo espiritual.
Destranque a minha liberdade!
Pois vós, Força Sagrada do Divino Criador, é o portador supremo da vitalidade!
Salve o Mistério Tranca-Ruas!!!

ORAÇÃO AO EXU TRANCA-RUA DAS ALMAS
Senhor Tranca-Rua das Almas, senhor do sétimo grau de evolução da lei maior de Ogum, conhecer de todas as magias e demandas praticadas por seres sem luz, interceda em meu caminho levrando-me de toda a energia que possa atrapalhar minha evolução; fazei de meus pensamentos uma porta fechada para a inveja, discórdia e egoísmo. Dos setes caminhos por ti ultrapassadas, foi na rua que passou a ser dono de direito, abrindo as partas paro os espíritos que merecem ajuda e evolução e fechando para os que querem praticar maldade e a inveja contra seus semelhantes. Fazei de minhas palavras e transparência da humildade; Fazei do meu corpo aparelho da caridade. Pois a teu lado demanda comigo não existirá, estarei coberto por sua capa que protege e abriga seus filhos. Senhor Tranca-Rua das Almas agradeço por tudo que me fizeste aprender nesta vida e em outras que passei ao seu lado, rogo por vós a proteção para mim, para meus irmãos de fé, para minha família e porque não para meus inimigos Abençoe a guarde esses filhos que um dia entenderam o verdadeiro sentido da palavra Umbanda. Laroiê Exu!

EXUS GUARDIÕES DAS TREVAS

 PRECE A EXU MARABÔExu Marabô, meu amigo e companheiro, sei que pelos caminhos que passo tenho sempre a tua protecção. Neste momento de aflição, coloco minhas mãos no chão e firmo meu pensamento, na certeza de que serei atendido na minha necessidade; confio na sua força e sei que sua capa cobre tudo, só não cobre a falsidade. Seu Barabô, Exu dono da minha porteira, senhor dos meus caminhos, com a confiança que tenho, jamais estarei sozinho.(Rezar em momento de muita aflição, ao meio-dia em ponto)ORAÇÃO PARA MARIA PADILHASão 12 horas em ponto e o sino já bateu. Sei que nesta hora, pela força do vento a poeira vai subir, e com ela também subirá todo o mal que estiver no meu corpo, no meu caminho e na minha casa. Tudo se afastará da minha vida. É com a força e Axé de Maria Padilha que meus caminhos, a partir deste momento em que os ponteiros se separam, estarão livres de todos os males materiais e espirituais, pois a luz que clareia o caminho de Maria Padilha também há-de clarear s meus caminhos, para isto estarei sempre de posse desta oração.(Ao fazer a oração bata com o pé direito, 12 vezes,  no chão)REZA DE EXU CAVEIRA PARA CURAR DOENÇASEstou enferma, Senhor, preciso de sua ajuda verdadeira como Exu ou como doutor. Sei que sofreu muito em vida, sofreu pelos caminhos que passou, da forte poeira ástrica somente osso lhe restou,

19.11.12

DEFINIÇOES PARA MAGIAS

Amarrações:
São processo espirituais com a finalidade de unir duas pessoas, encomendados por quem deseja ficar com alguém e que assim paga a um feiticeiro para tal fim. Operam através da invocação de espíritos que vão atormentar a pessoa amarrada até que ela regresse para quem encomendou a amarração.O espírito a quem foi encomendado o trabalho de amarração vai fazer a pessoa amarrada pensar na outra que encomendou a amarração, vai criar desejo sexual na pessoa amarrada, vai atrapalhar e bloquear a vida da pessoa amarrada, tudo para quebrar a sua força, vergar a sua vontade e faze-la ficar mansa, criando uma vulnerabilidade que abre as portas a que seja agarrada por quem a amarrou.
Astrologia:
Oráculo é uma resposta dada por um deus ou espírito a uma questão que lhe é colocada. A resposta de um oráculo traduz-se em revelações sobre o que vai suceder de forma a que um fim seja atingido, e a essas dá-se o nome de profecia. Uma religião é um conjunto de preceitos ou práticas por via das quais se comunica com um deus, seres celestes ou divindades. A astrologia, é um meio de produzir oráculos. Segundo a religião sibilina e de acordo com as tradições babilónicas e hebraicas, a astrologia é um processo de astromancia, ou seja: uma forma de ler nos corpos celestes a manifestação de entidades espirituais ou forças celestes.
Infestação:
Infestação sucede quando forças espirituais muito negativas foram lançadas, através de uma maldição, contra uma pessoa ou algum local, como uma casa, um lar, etc. A infestação toma conta de uma pessoa ou de um local. Quando infestada por espíritos negativos, a própria pessoa infestada, ( ou que esta em contacto com um local que foi infestado), começa a actuar de forma contrária aos seus interesses, gerando-se assim caos e ruina a todos os níveis da sua própria vida. Conjuntamente, tudo o que é mau tende a aproximar-se da pessoa, como a própria pessoa atraísse irresistivelmente tudo o que é negativo para junto de si. Quando uma infestação se entranha fortemente numa pessoa, eventos negativos começam inesperadamente a ocorrer e sucedem-se vez apos vez, sem parar. Passado um certo tempo, a pessoa nem se apercebe de como caiu num rumo de tamanha desgraça.
Maldições:
Sabe-se na Bíblia que foram entregues ao homem pela própria mão de Deus. Lê-se também que Deus facultou a muitos dos seus profetas e videntes a força espiritual para, invocando os espíritos de Dele, conseguirem causar grandes danos na vida de uma pessoa, de uma família ou de um povo. As maldições podem atingir alguém nesta vida, ou durar gerações e tocar aos descendentes de alguém. A maldição é uma praga rogada com grande força por meios magico-espirituais, é uma imprecação, ou seja, um pedido ou uma suplica feita por alguém para prejudicar alguém, mas com grande violência. A praga, ou a maldição, causam grande flagelo a quem é atingido, especialmente se encomendada a um feiticeiro.
Missas Negras:
Os Cristãos e Judeus praticantes acreditam que pelas suas missas podem invocar o espírito de Deus o o espírito de anjos, ( etc), e que ao assim faze-lo estão invocando graças e protecções para si mesmos. Ora, ao assim faze-lo os crentes estão orando, queimando incensos, fazendo oferendas de comida ou vinho, (etc), praticando dessa forma aquilo que é tido como Magia Branca. Os Luciferianos, Satanistas, Quimbandistas, (etc), acreditam que executando uma inversão da Missa Branca, (missa normal na qual de invocam espíritos de Luz, ou seja, Magia Branca), estão obtendo os efeitos inversos, ou seja, estão invocando espíritos das trevas, demónios e em ultima instancia, o próprio Diabo. Ao assim o fazer, fazem oferendas demoníacas e estão praticando magia negra com a finalidade de obter os benefícios que desejam.
Sortilégio:
Os sortilégios são malefícios de um feiticeiro.
Quimbanda:
È uma arte mística negra, de origem Afro-Brasileira. Esta arte limita-se a invocar espíritos do mal, ao contrário da Umbanda e Candomblé, que operam tanto com espíritos malignos como com espíritos de luz. Lúcifer é o maior dos espíritos malignos e conta com a devoção dos praticantes de Quimbanda, bem como os Exus ou demónios que possuem poder para causar vários tipos de mal. O Quimbanda é assim a pratica da magia negra ligada aos cultos de feitiçaria africanos. A Quimbanda, nasceu Bantus, Angolas, Cambindas, Benguelas, Congos, Moçambiques, etc. Cultua os mesmos orixás e entidades que a umbanda “branca” mas trabalha principalmente com exus que são considerados espíritos desencarnados. Aos exus , os quiumbas, mediante encomenda paga pelo cliente, realizam feitiços ou contra-feitiços. Visando favorecer ou prejudicar determinadas pessoas geralmente nos terreiros de quimbanda é feita a chamada macumba. Realizadas a partir da meia noite de 6a. Feira, Exus e pombas giras dançam, fumam charutos ou cigarrilhas, bebem marafo, dizem gentilezas ou palavrões aos assistentes e dão consultas, sobre saúde ou problemas pessoais. A quimbanda cultua muito Omolu, orixá ligado a terra e à morte. No cemitério é feita uma parte da iniciação de muitos quimbandeiros, devendo o iniciado, deitar-se algumas horas sobre um túmulo entre velas e cantigas do dirigente e iniciados do terreiro, tendo de cumprir antes e depois diversas obrigações, as roupas em geral são as mesmas da linha da umbanda, havendo porém muito uso do vermelho e preto, cores de Exu e de Omolu. São muitos usados em trabalho com pólvora, pós e ervas mágicas, galos e galinhas pretas. Os despachos são colocados em encruzilhadas em cruz (machos), ou em T (fêmea) com velas, flores e fitas vermelhas em alguidares
Quiumbas:
Espíritos atrasadíssimos que pertencem ao Reino da Quimbanda, são obsessores apossam-se dos humanos ou “encostam-se” neles, dando-lhes idéias negativas de doença, males suicídios, etc. São ainda mistificadores, fazendo-se passar por espíritos mais elevados. Chamados também “rabos de encruza”, estão nosétimo e último plano da hierarquia espiritual sendo vigiados e controlados pelos exus. Santanás, Pactos, Possessões, Bruxos e feiticeiras: Santanás: é o primeiro anjo gerado por Deus no primeiro dia da Criação. Como descrito no livro de Isaias, era o mais belo ser da criação e todas as coisas foram criadas pelo seu pai para o receber.No Qu'ran, esta descrito que foi feito a partir de fogo, e possui 12 asas invulgarmente grandes. Nalgumas tradições Hebraicas, ( Midrash), é tido como o anjo da morte, a quem Deus entregou o poder sobre a vida e a morte, bem como o governo do «reino dos mortos», ou do mundo dos espiritos.Isaias descreve que Sata desejou ser como o seu pai.Ao faze-lo, entrou em guerra com o seu pai, tendo a disputa originado uma batalha celestial na qual o Anjo Miguel foi general das forças de Deus. Setanas perdeu a batalha, caiu em desgraça e foi banido da presença de Deus, passando desde entao a habitar neste mundo, ( do qual se tornou «principe»), assim como a residir espiritualmente no «mundo dos mortos».
A possessão:
É a invasão do corpo pelo demonio. Mas para alem da possessão involuntária,( na qual a pessoa não deseja ser possuída e é-o contra sua própria vontade), existe a possessão voluntária, ou o consórcio com o diabo. Neste tipo de possessão, a própria pessoa deseja ser possuída pelo Diabo e firma com ele um pacto.
Um pacto:
Geralmente implica certos benefícios previamente acordados em troca da venda da alma ao Diabo pela parte de quem procurou o pacto. Afirma-se que Satanás tem muitos poderes, entre os quais o de se manifestar com forma humana ou animal. A relação do Diabo com quem procura um pacto, ( uma possessão voluntária), tem sido registrada como puramente fisica e particularmente sexual. Na maior parte da história da Cristandade existem relatos de Satanás tendo sexo com humanos, quer como incubus (demonio macho) ou sucubus (demonio fêmea). As bruxas e feiticeiros:foram considerados frutos dessas uniões acima descritas entre humanos e demonios. Podem sê-lo directamente, se o demónio possuir directamente a mulher, mas também podem sê-lo indirectamente, se o demónio incorporar num homem para possuir uma mulher ou vice-versa. As concepções demoníacas são mais frequentes no segundo caso. Por serem considerados filhos «híbridos» entre demónios e humanos, bruxas e bruxos eram tidos como seres especialmente perniciosos e viciosos, porque, ou herdaram alguns dos poderes do diabo, ou herdaram a capacidade, de contactar com as esferas demoníacas.